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TJRJ inaugura exposição retratando crimes que abalaram o Rio de Janeiro



O Museu da Justiça do Rio de Janeiro inaugurou nesta terça-feira, dia 12, a exposição “Dez crimes que chocaram o Rio de Janeiro”, inspirada em uma série produzida pela repórter do Globo Maria Elisa Alves. São relembrados episódios que ficaram no imaginário da população, como o sequestro do menino Carlinhos, o caso Sacopã, a chacina de Vigário Geral, o crime passional cometido pela atriz Dorinha Duval e as mortes de Daniella Perez e Cláudia Lessin Rodrigues.


Idealizada pelo diretor-geral de Comunicação e de Difusão do Conhecimento do Tribunal de Justiça do Rio, Mauro Ventura, a exposição, com visitação gratuita, acontece no espaço anexo ao Salão Histórico do Tribunal do Júri e ficará aberta ao público até o dia 21 de maio, de segunda a sexta, das 10h às 19h. Aos sábados, das 13h às 17h.


Mauro destacou o espaço selecionado para a exposição. “Não poderíamos escolher outro lugar senão ao lado do antigo Tribunal do Júri, onde foram realizados os julgamentos de vários dos casos retratados na série do Globo”, explicou o diretor-geral.


A jornalista Maria Elisa Alves se disse emocionada pela reportagem ter se transformado em uma mostra do TJRJ. “Fiquei muito feliz. Quero parabenizar a equipe do Tribunal de Justiça porque a exposição traz imagens e documentos que não constam nas reportagens, enriquecendo ainda mais o trabalho”, avaliou.


Os processos foram digitalizados e partes deles estão disponíveis ao público em totens com tela de computador que exibem conteúdo audiovisual. Os próprios processos também estão à mostra na exposição. Também há 20 painéis com fotos, textos e reproduções de páginas de jornal sobre os 10 crimes incluídos na série de reportagens do Globo.


O Diretor do Arquivo do TJRJ, Marcio Ronaldo Teixeira, falou sobre a dificuldade de encontrar alguns dos processos para a exibição. “Além do trabalho para localizá-los, já que ficaram conhecidos pelo nome popular, como ‘Caso Carlinhos’, foi preciso realizar um trabalho de restauração e digitalização, porque eles tramitaram por várias serventias ao longo de muitos anos, no Tribunal, no Ministério Público, tendo sido manipulados por servidores, magistrados, defensores, advogados, enfim, afetando sua preservação”, explicou.


A ideia de realizar a mostra, segundo o diretor do Museu da Justiça, Marco Antônio Sampaio, surgiu de uma conversa informal com Mauro, quando comentavam sobre a série do Globo. “Eu falei para ele que o TJRJ possuía o acervo de processos dos crimes abordados na reportagem. Assim colocamos a ideia em prática”, revelou Marco Antônio. Mauro destacou que a exposição era uma maneira ainda de acompanhar as transformações pelas quais passou a sociedade e a própria Justiça, citando o caso do assassinato de Ângela Diniz por Doca Street. No primeiro julgamento, a defesa foi bem-sucedida alegando a tese da legítima defesa da honra.


Debate revela bastidores da apuração dos crimes


Na abertura da exposição, a jornalista Maria Elisa Alves participou de debate contando os bastidores da apuração das matérias sobre os crimes. Marcio e Marco Antônio também participaram do bate-papo, falando sobre a guarda e a preservação desses e outros processos históricos, e explicando ao público como acessá-los.


JM/AB

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