• Assessoria Informativa

Recuperação Judicial e a superação da crise

Objetivo



A recuperação judicial tem por objetivo viabilizar a superação da situação de crise econômico-financeira do devedor, a fim de permitir a manutenção da fonte produtora, do emprego dos trabalhadores e dos interesses dos credores, promovendo, assim, a preservação da empresa, sua função social e o estímulo à atividade econômica.


Legitimados à recuperação judicial


Poderá requerer recuperação judicial o devedor que, no momento do pedido, exerça regularmente suas atividades há mais de 2 (dois) anos e que atenda aos seguintes requisitos, cumulativamente:


a) não ser falido e, se o foi, estejam declaradas extintas, por sentença transitada em julgado, as responsabilidades daí decorrentes;


b) não ter, há menos de 5 (cinco) anos, obtido concessão de recuperação judicial;


c) não ter, há menos de 8 (oito) anos, obtido concessão de recuperação judicial com base no plano especial de que trata a Seção V da Lei 11.101/2005 (aplicável às Micro Empresas e Empresas de Pequeno Porte);


d) não ter sido condenado ou não ter, como administrador ou sócio controlador, pessoa condenada por crime falimentar.


A recuperação judicial também poderá ser requerida pelo cônjuge sobrevivente, herdeiros do devedor, inventariante ou sócio remanescente.


Meios legais de recuperação judicial


Com o advento da Lei de Recuperação Judicial ou Extrajudicial há diversos meios de recuperação judicial da empresa, que não são excludentes um dos outros. Há uma relação de interação, o que tem que ser observado caso a caso, o que pode ocorrer a combinação de uma ou mais modalidades, mas que estejam alinhadas e compatíveis.


Constituem meios de recuperação judicial, observada a legislação pertinente a cada caso, dentre outros:


a) concessão de prazos e condições especiais para pagamento das obrigações vencidas ou vincendas;


b) cisão, incorporação, fusão ou transformação de sociedade, constituição de subsidiária integral, ou cessão de cotas ou ações, respeitados os direitos dos sócios, nos termos da legislação vigente;


c) alteração do controle societário;


d) substituição total ou parcial dos administradores do devedor ou modificação de seus órgãos administrativos;


e) concessão aos credores de direito de eleição em separado de administradores e de poder de veto em relação às matérias que o plano especificar;


f) aumento de capital social;


g) trespasse ou arrendamento de estabelecimento, inclusive à sociedade constituída pelos próprios empregados;


h) redução salarial, compensação de horários e redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva;


i) dação em pagamento ou novação de dívidas do passivo, com ou sem constituição de garantia própria ou de terceiro;


j) constituição de sociedade de credores;


k) venda parcial dos bens;


l) equalização de encargos financeiros relativos a débitos de qualquer natureza, tendo como termo inicial a data da distribuição do pedido de recuperação judicial, aplicando-se inclusive aos contratos de crédito rural, sem prejuízo do disposto em legislação específica;


m) usufruto da empresa;


n) administração compartilhada;


o) emissão de valores mobiliários;


p) constituição de sociedade de propósito específico para adjudicar, em pagamento dos créditos, os ativos do devedor.


Ressalta-se que na alienação de bem objeto de garantia real, a supressão da garantia ou sua substituição somente serão admitidas mediante aprovação expressa do credor titular da respectiva garantia.


Nos créditos em moeda estrangeira, a variação cambial será conservada como parâmetro de indexação da correspondente obrigação e só poderá ser afastada se o credor titular do respectivo crédito aprovar expressamente previsão diversa no plano de recuperação judicial.


OBSERVAÇÃO: Esta mensagem tem caráter informativo. Nossa intenção é somente informar o conteúdo com intuito de proteger os seus direitos. Caso tenha dúvidas, procure o seu advogado. ⠀ ⠀ ⠀ ⠀


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