Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá fazem força-tarefa no combate ao mosquito transmissor da dengue, Zika e chikungunya

22.02.2016

 
 

 

A proliferação do aedes aegypti, responsável pela transmissão do vírus da Zika, dengue e chikungunya, tem provocado intensa mobilização das autoridades de saúde em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá. E os municípios já iniciaram uma força-tarefa para evitar a proliferação das larvas do mosquito. Apesar de todos os esforços nas esferas públicas, a participação de cada cidadão é essencial para a resolução do problema.

 

Por causa do verão, período de maior risco por conta do calor e das chuvas, a secretaria municipal de Saúde de Niterói informou por meio de nota que os agentes de endemias e as unidades locais de saúde fazem ações conjuntas nos bairros com maiores índices de infestação pelo mosquito. Para isso contam com a parceria da Companhia de Limpeza Urbana de Niterói (Clin), da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (Seconser), da Defesa Civil, da Secretaria de Ordem Pública, entre outros órgãos municipais.

 

Em janeiro, Niterói recebeu o lançamento da campanha “Não Crie Mosquito em Casa”, que tem como principal ferramenta o aplicativo gratuito “Sem Dengue”. Através do app, a população pode tirar fotos de possíveis criadouros do mosquito transmissor da dengue, da zika e da Chikungunya. O aplicativo é georreferenciado e identifica automaticamente o endereço do local fotografado pelo cidadão. A denúncia do foco é enviada pela internet para a prefeitura, que encaminha agentes para vistoria no local.

Para Ruy de Souza Monteiro, morador de Piratininga, Região Oceânica, é preciso que haja maiores informações de como combater o aedes aegypti. Ele reclama, por exemplo, que o telefone disque-dengue (2621-0100) disponibilizado pela Prefeitura de Niterói, cujo objetivo é tirar dúvidas sobre as ações de combate dos agentes de endemia, não está funcionando. Outra reclamação do morador é a dificuldade de encontrar carros fumacê no bairro. “A quem devemos ou podemos recorrer para que uma fiscalização sanitária possa ocorrer nesse sentido para que sobrevenha as orientações técnicas necessárias? Está faltando informação a respeito dessa questão, pois muita gente não sabe como combater o mosquito, inclusive qual o produto químico (inseticida) ideal para essa tarefa diária  

 

A Prefeitura de Niterói disse que o telefone Disque Dengue está ativo e funcionando normalmente. O horário de atendimento da central é de segunda a sexta-feira, das 8 às 12h e de 13 às 17h, e sábados e domingos, das 9h às 13h. O município também atende denúncias por meio do aplicativo Sem Dengue, pelo Facebook e por e-mail institucional (ascom@saude.niteroi.rj.gov.br).

 

A respeito do inseticida a ser utilizado, a prefeitura informou que o uso por meio do fumacê tem indicações precisas e obedece a protocolo criterioso, sendo usado como medida complementar no combate ao mosquito. Além disso, quando usado com frequência, pode causar resistência no mosquito. Portanto, o uso só é feito dentro de critérios de segurança. O município trabalha com carro fumacê e outros equipamentos necessários que estão disponíveis quando indicados. 

 

Já em relação a ação do Centro de Controle de Zoonoses em Piratininga, a prefeitura informou que os agentes realizaram uma vistoria na ciclovia da Lagoa de Piratininga no sábado, dia 13 de fevereiro. Foram encontrados cerca de 10 focos do mosquito, que foram tratados com larvicida. 

 

São Gonçalo – No município, a população pode denunciar focos do mosquito Aedes aegypti através da Ouvidoria da saúde que atende no número (21) 3856-7759. Em breve será disponibilizada mais uma forma de denúncia através do Aplicativo da secretaria Municipal de Saúde.

 

Itaboraí – O município de Itaboraí também realiza desde janeiro uma força-tarefa formada por 250 agentes comunitários de saúde e 118 agentes de endemias. Eles vêm percorrendo os imóveis de Itaboraí. Contudo, os moradores que desejam denunciar os focos do mosquito transmissor da dengue devem ligar para o número (21) 2639-8176. O atendimento é feito de segunda a sexta-feira entre 8h e 17h.

 

Com relação à aplicação do inseticida, conhecida como “fumacê”, o Programa Municipal de Controle da Dengue (PMCT) esclarece que não pode recomendar o uso de nenhum produto, já que o uso inadequado pode resulta na morte de micróbios e pequenos insetos fundamentais para o equilíbrio ambiental. Além disso, um novo cronograma de uso do carro fumacê está em fase de elaboração e deverá ficar pronto ainda esse mês.

 

Maricá – A Prefeitura de Maricá informou que para evitar que o mosquito prolifere são realizadas vistorias domiciliares regularmente em reservatórios e transmitidas orientações aos moradores para não deixar água parada em pneus e recipientes sem tampas, além de ações de conscientização em escolas do município, praças, bairros e a campanha ‘Dez minutos salvam vidas’. Se as equipes da Vigilância Epidemiológica identificarem um local fechado com focos possíveis, o proprietário é notificado imediatamente para que tome as providências necessárias - e multado em caso de não cumprimento. As denúncias de locais com focos do mosquito podem ser encaminhadas para o Disque Dengue 2637-0091”.

 

Repelentes - São muitas as receitas caseiras que chegam por aplicativos de mensagens prometendo combater o mosquito Aedes aegypti,  mas que não têm o aval dos cientistas. O infectologista Dalcy Albuquerque, da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, reforça que a aprovação de produtos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é uma garantia oficial da segurança e eficácia do produto. “A gente vive uma era de produtos orgânicos, os pacientes têm duvidas e perguntam com frequência sobre os repelentes caseiros. Não posso dizer que funcionam e correr o risco do meu paciente pegar uma dessas doenças, você precisa de alguma garantia”, disse Albuquerque.

 

Depois do surto de Zika e da associação desta doença com o nascimento de bebês com microcefalia, a busca por formas de evitar a picada de mosquito virou uma grande preocupação em todo o país. Os boatos pelas redes sociais já falaram da eficácia da vitamina B12, de própolis, citronela, de cravo da índia, entre outras ferramentas que teoricamente afastam o mosquito.

 

A recomendação da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde é que a população, principalmente mulheres grávidas, usem calças compridas, sapatos fechados, mangas compridas e coloquem telas nas janelas, especialmente em locais com maior incidência do mosquito.

 

O uso de repelentes aprovados pela Anvisa é outra recomendação das duas entidades, mas todas as recomendações dos rótulos devem ser seguidas. 

 

chikungunya


Como o chikungunya pode ser transmitido?
Transmitido pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus.
Quais os sintomas?
Febre alta de início rápido, dores intensas nas articulações e manchas vermelhas.
O que fazer?
Tratar com medicação para a febre (paracetamol) e para as dores articulares (anti-inflamatórios).
Como evitar?
Reforçar as medidas de eliminação dos criadouros de mosquitos nas suas casas e na vizinhança.
Como obter mais informações?
Através do telefone Disque-Saúde (136) ou  pelo site: portalsaude.saude.gov.br

 

Zika


Como o Zika pode ser transmitido?
O principal modo de transmissão descrito do vírus é pelo Aedes aegypti e por vetores. 
Quais os sintomas?
Dor de cabeça e menos frequentemente, edema, dor de garganta, tosse e vômitos.
O que fazer?
Procurar o serviço de saúde mais próximo para receber orientações.
Como evitar?
Prevenção domiciliar, na comunidade e de vetores.
Como obter mais informações?
Através do telefone Disque-Saúde (136) ou pelo site: portalsaude.saude.gov.br

 

Dengue


Como a dengue pode ser transmitida?
A transmissão se faz pela picada do mosquito Aedes aegypti.
Quais os sintomas?
Febre alta (39° a 40°C) acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações.
O que fazer?
Procurar o serviço de saúde mais próximo, fazer repouso e ingerir bastante líquido.
Como evitar?
Roupas que diminuam a exposição da pele durante o dia quando os mosquitos são ativos.
Como posso obter mais informações?
Através do telefone Disque-Saúde (136) ou pelo site: portalsaude.saude.gov.br

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